Muitos investidores se voltam ao crédito privado internacional como uma maneira de diversificar a carteira e acessar alternativas além das aplicações tradicionais — especialmente quando buscam estratégias capazes de complementar a renda fixa local no médio e longo prazo.
Com a exposição internacional, é possível explorar investimentos em outras economias. No entanto, acessar esse tipo de alternativa diretamente nem sempre é simples, fazendo com que os fundos sejam procurados para esse fim.
Independentemente da escolha, o primeiro passo é saber como funciona o crédito privado internacional. Acompanhe a leitura e conheça seus detalhes!
O que é crédito privado internacional?
O crédito privado internacional envolve a concessão de recursos para empresas ou projetos fora do país de origem do investidor, sem a intermediação direta de governos soberanos.
Na prática, é como se você financiasse negócios estrangeiros por meio de instrumentos de renda fixa privada, como:
- bonds corporativos;
- debêntures emitidas no exterior;
- estruturas de crédito mais sofisticadas.
Diferentemente da renda fixa soberana, esse tipo de crédito carrega risco corporativo. Afinal, ele depende da capacidade de pagamento das empresas emissoras dos títulos. Em contrapartida, a opção tende a oferecer retornos maiores, justamente para compensar esse risco adicional.
Como investidores podem se expor ao crédito privado internacional?
Ao pensar em exposição a investimentos no exterior, muitos imaginam a compra direta de títulos estrangeiros. Entretanto, essa não é a única forma — nem a mais comum — de acesso ao crédito privado internacional.
Os fundos de investimento surgem como um dos principais canais para essa exposição, sobretudo quando comparados à compra direta de títulos no exterior. Por meio deles, o investidor pode participar de uma carteira diversificada de ativos, com gestão profissional e estrutura regulatória adequada.
A partir desse modelo, o crédito privado internacional se torna mais acessível, especialmente para quem busca diversificação de forma estruturada.
Por que usar fundos para investir em crédito privado internacional?
Os fundos desempenham um papel central na democratização do acesso a ativos internacionais. Eles funcionam como veículos que reúnem recursos de diferentes investidores para aplicar em diferentes instrumentos de crédito privado fora do país.
Uma das principais vantagens dessa alternativa está na diversificação estrutural da carteira, com diluição do risco entre emissores, setores e regiões. Em vez de concentrar o risco em poucos emissores, é comum um fundo distribuir seus recursos entre diferentes empresas, setores e regiões geográficas.
Assim, ele reduz o impacto de eventuais problemas pontuais em um único ativo. Existem diferentes estruturas que permitem acesso ao crédito privado internacional, cada uma adequada a perfis de risco e objetivos distintos.
Entre elas, estão fundos:
- focados em bonds corporativos globais, investindo em títulos de empresas de grande porte;
- de crédito high yield, assumindo mais risco em troca de maior potencial de retorno;
- com estratégias mais complexas, como crédito estruturado, private debt internacional ou situações especiais.
Ao adicionar ativos estrangeiros, o investidor reduz a dependência do cenário econômico local e amplia o leque de fontes de retorno da carteira. Ao mesmo tempo, o nível de descorrelação entre o crédito privado internacional e outros ativos da carteira tende a suavizar as oscilações em momentos de estresse de mercado.
Portanto, diversificar sua carteira não é apenas investir em diferentes produtos. Na verdade, a estratégia requer atuar em diferentes geografias, setores e moedas.
Outro fator relevante dos fundos é a gestão profissional, especialmente em estratégias que envolvem crédito privado internacional. Por meio dela, especialistas acompanham de perto os mercados internacionais, com análises de crédito, avaliação dos ciclos econômicos e monitoramento contínuo dos riscos.
Quais são os principais riscos do crédito privado internacional?
Antes de investir, é fundamental entender os riscos envolvidos nas opções de crédito privado internacional. O mais evidente é o de crédito, relacionado à capacidade de pagamento das empresas emissoras dos títulos, afetada por fatores como:
- mudanças no cenário econômico;
- aumento de juros;
- problemas específicos do setor.
Há também o risco de mercado, envolvendo oscilações nos preços dos ativos em função de mudanças macroeconômicas globais. Ainda, o risco cambial pode impactar o retorno quando os investimentos estão denominados em moedas estrangeiras.
Esse não é o caso dos fundos geridos pela Octante, por exemplo, que adotam estratégias de hedge cambial para mitigar os efeitos das oscilações do dólar, alinhando a exposição ao objetivo de retorno em reais.
Quais são os possíveis retornos dos investimentos privados internacionais?
O crédito privado internacional oferece um potencial de retorno ajustado ao risco. Em muitos casos, essas alternativas oferecem prêmios superiores aos da renda fixa tradicional, especialmente em ciclos de juros elevados ou em mercados específicos.
Apesar disso, os retornos variam conforme o tipo de crédito, a qualidade dos emissores e o momento do ciclo econômico. Por exemplo, fundos bem estruturados buscam equilibrar esse potencial de ganho com mecanismos de proteção e diversificação.
Quando faz sentido incluir crédito privado internacional na carteira?
A inclusão do crédito privado internacional depende do perfil do investidor, do horizonte de investimento e dos objetivos financeiros. Ela é mais comum em carteiras que já superaram a fase inicial de diversificação.
Em geral, esse tipo de alternativa é mais adequado para quem busca retorno consistente no médio e longo prazo e aceita certo nível de volatilidade.
Igualmente, os investidores com foco em preservação de capital e geração de renda podem se beneficiar dessa exposição. Porém, a inclusão desses ativos depende de planejamento. O importante não é a alternativa isolada, mas o papel que ela desempenha na estratégia global de investimentos.
Aqui, são pontos-chave para o investidor avaliar antes de incluir essa estratégia na carteira:
- definir o percentual da carteira destinado a esse tipo de ativo;
- entender o prazo de investimento;
- alinhar expectativas de retorno;
- avaliar a transparência dos fundos e a qualidade da gestão.
O investidor que compreende esses pontos tende a expor seu portfólio ao crédito privado internacional como um complemento estratégico, e não como uma aposta isolada.
Como buscar uma gestão profissional na exposição internacional?
A gestão profissional é um dos principais diferenciais dos fundos de crédito privado internacional, como visto. Afinal, a atuação de gestores experientes permite o acompanhamento de ciclos econômicos, políticas monetárias e condições de crédito em diferentes países.
Esse monitoramento constante permite realizar ajustes táticos no portfólio conforme a política de investimentos, para protegê-lo contra riscos excessivos ou aproveitar eventuais oportunidades. A capacidade de adaptação é essencial em mercados internacionais.
É nesse contexto que gestoras especializadas, como a Octante Gestora, estruturam fundos voltados à exposição internacional. Nossa estratégia envolve investir em crédito privado de empresas brasileiras via bonds negociados no exterior.
Desse modo, há como aproveitar estruturas que, muitas vezes, oferecem melhor relação entre risco e retorno do que emissões locais. A abordagem busca superar o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) no longo prazo, respeitando a política de investimentos e os riscos envolvidos.
Com as informações apresentadas, você tem mais insumos para avaliar se fundos de crédito privado internacional fazem sentido dentro de sua estratégia de investimentos. Verifique como esse tipo de estrutura pode contribuir para a diversificação e a gestão de riscos da carteira.
Quer expor seus recursos ao exterior com auxílio de especialistas? Aproveite e conheça os fundos geridos pela Octante Capital!
